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quinta-feira, 18 de março de 2010

Tremeu




Depois dos devastadores terremotos no Haiti e no Chile, que demonstraram que a coisa não tá nada boa, foi a vez da terra tremer por aqui. Nada grave, claro, afinal Deus é brasileiro. No entanto, o terreno que aparenta ter sido o mais abalado, foi o do jornais online.
O A Tarde, que já tinha feito uma reportagem impressa no Domingo sobre abalos sísmicos na Bahia há milhares de anos, mal deu uma nota no site sobre o assunto. E o pior: as informações são da Agência Estado. Ou seja, um veículo baiano comprando notícia de um paulista sobre tremores na Bahia. Cobertura abrangente essa nossa.
E, surpreendentemente, foi o Correio Asterisco que tratou de informar de uma maneira mais ou menos digna. Apesar de ter colhido informações do G1, a redação do jornal se deu ao trabalho de ligar para entrevistar o coordenador do laboratório da UFRN (sim, a Federal do Rio Grande do Norte que registrou os abalos) e construiu uma notícia com as informações básicas. Já é alguma coisa.


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Entre tremores e geleiras



O A Tarde Online deu destaque hoje, aos tremores de terra que atingiram o RN. A matéria "Novos tremores de terra podem atingir RN", é típica de jornais online: informa que poderá ocorrer outros tremores, contextualiza com o que já ocorreu, com informações básicas sobre o que as autoridades pretendem fazer à respeito. Mas esquece do básico, o porquê.
Principalmente por ser um jornal regional, o A Tarde tem o dever de informar ao cidadão porque estão ocorrendo tremores de terra, num país onde a gente cresce ouvindo que isso não existe nos lados de cá.

O maior valor-notícia da matéria consiste exatamente na proximidade do ocorrido, e o que mais interessa ao leitor do jornal, creio eu, é saber como isso ocorreu e se pode ocorrer aqui.
Mesmo que seja em meio online, onde matérias longas cansam, o mínimo que se espera de uma notícia na página principal é que informe o que leitor que saber.



Já o Correio* com o já familiar esquema de notinhas, que (aqui entre nós) pegaria bem melhor no twitter, tem na página principal uma chamada para uma nota que fala sobre a dificuldade de sobrevivência da focas na China devido a uma intensa frente fria.

O problema aqui é parecido com o da matéria do A Tarde, mas o buraco é um pouco mais embaixo (rs). O jornal, que atinge principalmente o público soteropolitano, fala sobre um fenômeno que acontece no outro lado do globo e é compeltamente oposto ao que acontece aqui. Enquanto eu derreto na frente do computador, o Correio* me fala das baleias encalhadas no gelo, em uma das piores frentes frias dos XingLings, sem absolutamente nenhum gancho com a frente quente daqui.
Assim, o máximo que os leitores pensarão é coitadas das baleias!