Mostrando postagens com marcador A tarde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador A tarde. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Pequenas atitudes, grandes diferenças



É interessante como pequenas atitudes podem gerar grandes diferenças. Foi o que pude perceber nesta nota que saiu ontem no A Tarde Online sobre a redução dos bilhetes da loteria. Segundo a nota, a redução de 1,5 centímetros no bilhete de jogos como a mega-sena evitará, em um ano, a derrubada de mais de 2 mil árvores para fabricar o papel. Apesar de não conter maiores contextualizações sobre o impacto desta pequenas atitudes, a nota provoca a reflexão de que, sem grandes esforços, podemos melhorar bastante o nosso planeta.
Fico imaginando então, qual não seria o impacto se nos educassêmos ambientalmente. Ou seja, não desperdiçarmos água, reduzir o consumo de copos plásticos, utilizar os dois lados do papel, pegar menos sacolas plásticas no mercado, pararmos um pouco da lógica comprar, comprar e comprar entre outros. Atitudes simples, mas que exigem um certo grau de vontade para mudarmos certos hábitos.
Sei que ainda falta muito, para vivermos um pouco mais alinhados com a natureza. Mas as grandes revoluções começam de baixo mesmo, com mudanças de pensamento, reposicionamentos de atitude. Somente quando nos dermos conta que urge a necessidade de uma política ambiental, poderemos pressionar o estado para fornecer a sociedade os instrumentos que ela precisa. Não adianta, por exemplo, reclamar que não separa o lixo para reciclagem porque não há coleta seletiva na nossa cidade. Podemos começar reciclando o que temos dentro de casa, a exemplo daquela blusa do verão passado ou daquele celular que está meio fora da moda. Se consumirmos menos, reduziremos enormemente os impactos gerados ao meio ambiente. Se começarmos a pensar desta forma, não só a natureza, mas nossos descendentes agradacem.
Ahh, se você quer descobrir sua "pegada ecológica", dá uma olhadinha neste link. Além de ver quantas "terras" você está destruindo com os seus hábitos cotidianos, ainda há dicas de como "pegar leve" e reduzir o impacto de suas atitudes no meio ambiente. Fica a dica.

domingo, 16 de maio de 2010

O fim do mundo e a Ciência

Domingo. Dia da editoria Ciência e Vida no A Tarde impresso. Como se ciência fosse assunto que se esgotasse uma vez por semana. Anyway, hoje com o mundo científico ainda chorando as perdas do incêndio do Butantan (sim senhores, cobras são animais importantíssimos de serem pesquisados, afinal como vcs imaginam que se produz o antídoto?!), o jornal publicou duas matérias interessantes.
A primeira, denominada "Computação faz a diferença no desenvolvimento de pesquisas", demonstra a importância do progresso da Ciência da Computação para outras áreas de pesquisa, como o estudo de mudanças climáticas e do HIV. A matéria cumpre seu papel de mostrar a interconexão entre ciência e tecnologia e, de certa forma, ao desenvolvimento humano.
Já a segunda matéria, que teve a incrível extensão de duas páginas inteiras (sem anúncios publicitários!), trata do fim do mundo. Apesar de reforçar que o fim do mundo é mito, a reportagem é quase completa (sim, pois não há opiniões de especialistas que reforcem a idéia de que o mundo irá acabar, portanto o outro lado). Com muitas fontes, fruto de tempo e pesquisa a reportagem aproveita todos os recursos disponíveis em papel (imagens, olhos, colunas, opinião dos leitores etc), a matéria é gostosa de ler, prendendo do início ao fim a atenção do leitor.
Enfim, um bom exemplo de que o jornalismo baiano ainda tem jeito. Afinal ciência é nada mais do que pesquisa feita para melhorar o cotidiano das pessoas, não um bicho de outro mundo como certos jornalismos escrevem por aí.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Tem trator na minha mata

Capa do jornal A Tarde de hoje (junto com o desfile da Xuxa), a reportagem sobre a denúncia de continuação de obras embargadas em uma APP (Área de Proteção Permanente) localizada no bairro de Patamares, foi pouco aproveitada.
Inevitavelmente a reportagem se restringe ao denuncismo descrito no próprio título ("Denunciada obra em área de preservação"). A meia página de reportagem discorre apenas sobre a denúncia dos moradores sobre as obras de construção de uma estrada, que mesmo embargada pelo Ibama, continua ativa.
Apesar de citar que a construtora estaria aproveitando a greve do Ibama para continuar as obras, a reportagem fica por aí. Não se aprofunda na motivação da greve do órgão, nem fala sobre as consequências da construção da obra na APP. Típico do discurso meio kantiano não deve e pronto.
Até mesmo a entrevista com os moradores não sai do lugar-comum, um deles, o artista Bernabó, chega a citar de como era melhor antigamente, em tempos mais verdes. Outra oportunidade perdida, de se construir um histórico do "verde" da região.
Bato novamente na tecla, acredito que o jornalismo pode e deve ultrapassar o fato do cotidiano, informar não é so contar o que ocorreu hoje, afinal o presente não é desvinculado com o passado. Ser objetivo não significa fazer relatos sobre acontecimento, em tempos de google, não dói nem um pouquinho fazer relações, traçar panoramas, se aprofundar verdadeiramente no que se escreve. Já passou da hora de o jornalismo soteropolitano perceber que a notícia não se embrulha no peixe junto com o jronal.

quarta-feira, 24 de março de 2010

E o vento levará?


No A Tarde impresso de hoje saiu uma reportagem sobre a construção do primeiro parque eólico da Bahia, que começará em Maio no município de Brotas de Macaúbas. Uma boa notícia afinal, já que a possibilidade da implantação de uma usina nuclear deixa claro que o governo está buscando novas fontes de energia sem nenhuma prudência em relação aos seus riscos.
No entanto, a reportagem que saiu no caderno de economia, trata quase que exclusivamente dos aspectos econômicos desta construção, deixando de lado os impactos da geração de energia limpa em detrimento do uso de energia poluente. Aliás, na mesma página é anunciada a construção também de termoelétricas à base de óleo combustível, tudo para salvar o Brasil de futuros apagões, claro.
O que o estado brasileiro precisa compreender, é que o crescimento econômico só é interessante quando acompanhado de políticas ambientais estáveis. Já passou da hora de abandonar o modelo do lucro a qualquer preço, já que a insustentabilidade deste tipo de negócio só traz prejuízos à longo prazo. Não se trata mais de cifras, e sim de pessoas.

Uma dica interessante é o artigo de Washigton Novaes publicado no Estadão que debate a polêmica do modelo enérgetico brasileiro - sem incluir a discussão do Pré-sal .

quinta-feira, 18 de março de 2010

Tremeu




Depois dos devastadores terremotos no Haiti e no Chile, que demonstraram que a coisa não tá nada boa, foi a vez da terra tremer por aqui. Nada grave, claro, afinal Deus é brasileiro. No entanto, o terreno que aparenta ter sido o mais abalado, foi o do jornais online.
O A Tarde, que já tinha feito uma reportagem impressa no Domingo sobre abalos sísmicos na Bahia há milhares de anos, mal deu uma nota no site sobre o assunto. E o pior: as informações são da Agência Estado. Ou seja, um veículo baiano comprando notícia de um paulista sobre tremores na Bahia. Cobertura abrangente essa nossa.
E, surpreendentemente, foi o Correio Asterisco que tratou de informar de uma maneira mais ou menos digna. Apesar de ter colhido informações do G1, a redação do jornal se deu ao trabalho de ligar para entrevistar o coordenador do laboratório da UFRN (sim, a Federal do Rio Grande do Norte que registrou os abalos) e construiu uma notícia com as informações básicas. Já é alguma coisa.


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Água contaminada, cobertura rasa



O Correio* online divulgou agora pouco a presença de radioatividade na água da região de Caetité. O consumo de água está suspenso na região. A região é rica em urânio, exportando o minério até mesmo para outros países. A exploração das minas, feita pela INB (Indústrias Nucleares do Brasil), já foi suspensa pelo Ministério Público no passado, devido a irregularidades com a segurança da região além de já ter ocorrido vazamento de solvente orgânico com urânio.

O interessante é que apesar de ser divulgada hoje a notícia é antiga. Dando uma rápida buscazinha online no A tarde e no Correio* é notável o número de reportagens que noticiam análises que deram o mesmo resultado (segundo uma matéria do A Tarde a análise é feita trimestralmente).

Aliás, o Greenpeace denunciou em Outubro de 2008 que o nível de radiação encontrado nos poços de água seriam até sete vezes acima do permitido pela Organização Mundial de Sáude.

Nenhuma das reportagens feitas aponta a causa da contaminação e muito menosas consequências para a população da região. Dá a impressão que toda vez que os poços são analisados (e consequentemente, é dectado a contaminação) os jornais publicam a mesma coisa, sem nem ao menos se dar ao trabalho de acompanhar o caso e verificar mais ao fundo. Muitas matérias, poucas palavras.


Matérias Online


Correio*


Ps. Acho que prefiria o Correio quando ainda era da Bahia, pelo menos haviam reportagens.